15 iPhones 13 Pro Max por R$ 3.000? O Que a Receita NÃO Conta Sobre Esse Leilão
Um edital recente chamou a atenção do mercado de tecnologia: lotes com até 15 unidades do iPhone 13 Pro Max estão sendo leiloados por valores iniciais em torno de R$ 3.000. À primeira vista, o número parece incompatível com os preços praticados no mercado secundário de smartphones no Brasil.
Mas o contexto importa — e muito.
Os aparelhos fazem parte de leilões oficiais organizados pela Receita Federal, compostos por produtos apreendidos em operações de fiscalização. Isso significa que os dispositivos não seguem os padrões de venda do varejo tradicional.
O que esses lotes realmente representam
Ao contrário de uma promoção ou liquidação, os itens leiloados:
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Não possuem garantia
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Podem estar usados, incompletos ou danificados
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Podem apresentar bloqueios de iCloud ou restrições de ativação
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São vendidos no estado em que se encontram, sem qualquer certificação técnica
Além disso, não há envio dos produtos. O arrematante é responsável pela retirada presencial no local indicado no edital, o que pode envolver custos logísticos relevantes.
Por que, então, esses leilões atraem tanta atenção?
Porque para revendedores especializados, técnicos de reparo e empresas de reaproveitamento eletrônico, o modelo pode fazer sentido. Em muitos casos, poucas unidades plenamente funcionais — ou mesmo o reaproveitamento de componentes — já compensam o investimento inicial.
Para o consumidor comum, porém, o risco é significativamente maior.
Leilão não é barganha garantida
Esse tipo de iniciativa não deve ser interpretado como uma forma alternativa de comprar iPhones baratos. Trata-se de um ambiente de risco controlado, voltado a quem entende de avaliação técnica, revenda e logística.
O preço chama atenção, mas o valor real só aparece para quem sabe exatamente o que está comprando — e por quê.
A pergunta que fica não é “quanto custa”, mas para quem isso realmente vale a pena.




